Compilação 1907

Coloquei as tiras de 1907 em um único arquivo para que possam ser baixadas-lidas em conjunto. Não é um trabalho tão massa quanto a compilação anterior em que tive o auxílio de um designer de verdade, mas está aí. =)

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PDF:Little Nemo 1907

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O Menino Nemo na Terra dos Sonhos #116: Resoluções de Ano Novo

Little Nemo in Slumberland, criado por Winsor McCay; Tira publicada originalmente no dia 29 de dezembro de 1907 no New York Herald. Clique na imagem para visualizar no issuu.

Última tira publicada em 1907, marcada novamente pela aparição do velho Papai Tempo. Feliz 1908 para vocês.

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O Menino Nemo na Terra dos Sonhos #115: Papai Noel Moderno

Little Nemo in Slumberland, criado por Winsor McCay; Tira publicada originalmente no dia 22 de dezembro de 1907 no New York Herald. Clique na imagem para visualizar no issuu.

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O Menino Nemo na Terra dos Sonhos #114: Natal Cancelado

Little Nemo in Slumberland, criado por Winsor McCay; Tira publicada originalmente no dia 15 de dezembro de 1907 no New York Herald. Clique na imagem para visualizar no issuu.

Fim de ano é época de tiras natalinas nas páginas do New York Herald. E desta vez o Natal está ameaçado de cancelamento.

Mais uma vez, Nemo aparece fora de seu quarto, desta vez rente a Árvore de Natal de sua casa, mostrando que esta tradição já data de mais de um século.

Logo, logo o Papai Tempo aparece aí pra anunciar o Ano Novo.

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O Menino Nemo na Terra dos Sonhos #113: Ragtime

Little Nemo in Slumberland, criado por Winsor McCay; Tira publicada originalmente no dia 12 de dezembro de 1907 no New York Herald. Clique na imagem para visualizar no issuu.

Nesta página os personagens mencionam alguns gêneros musicais que eu praticamente só conheço por nome. Sou bastante ignorante à respeito de música de uma forma geral, então eu sempre gosto de aproveitar estas referências para tentar absorver algum conhecimento por mínimo que seja.

Fui no youtube buscar a única valsa de que me lembrava de cabeça e da qual gosto bastante, A Valsa das Flores de Tchaikovsky que aparece na cena do Quebra Nozes do maravilhérrimo filme Fantasia (sério, a coisa mais linda de Deus, se não viram este filme assistam antes de morrer) da Disney:

Um outro estilo mencionado é a Marcha, aquele estilo de música que a Banda que passa toca enquanto (vejam só) marcha, ou pelo menos foi o que a Wiki me falou. Talvez daí tenham saído também as marchinhas de carnaval.

Quando Nemo pergunta ao Flip o que tocar, este responde Ragtime, que é um gênero musical que surgiu no finzinho do século XIX e foi bastante popular nos anos em que Nemo foi publicado no New York Herald. Olha aí o rei do estilo:

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O Menino Nemo na Terra dos Sonhos #112: Maldito Desenhista

Little Nemo in Slumberland, criado por Winsor McCay; Tira publicada originalmente no dia 01 de dezembro de 1907 no New York Herald. Clique na imagem para visualizar no issuu.

Esta é uma das minhas tiras favoritas de Little Nemo. Na tira as personagens tomam consciência de serem apenas personagens de uma tira e se revoltam contra o artista que as desenha por deixá-los com fome. A solução dos garotos é arrancar um pedaço de um dos quadros para derrubar as letras do título e comê-las.

No teatro chamam isto de Derrubar a Quarta Parede, aquele momento em que os personagens de uma peça quebram o contrato de ignorância mútua entre eles e a platéia e passam a interagir com a espectadores que ignoravam até então. Claro que aqui Nemo e Flip se dirigem ao desenhista, que nesta tira não é mais que apenas um personagem também, mas o efeito é semelhante.

Este tipo de recurso é bastante corriqueiro hoje em dia, o roteirista Grant Morrisson usou bastante disto em O Homem Animal que, dentre outras ‘anomalias’, apresenta páginas em que os personagens se viram para encarar o leitor do gibi e dizer em seguida “Eu estou te vendo”.

A Turma da Mônica também frequentemente faz brincadeiras onde as personagens se referem aos desenhistas ou roteiristas diretamente reclamando de um ou outro aspecto da historinha, e têm plena consciência de serem personagens dentro de quadrinhos. Em uma história que me lembro agora, e uso para exemplificar, o Cebolinha aparece demonstrando sua capacidade de pronunciar os erres e quando lhe cobram uma explicação ele explana que há um roteirista novo que desconhece sua dislexia. Na Turma da Mônica, inclusive, o próprio autor é uma personagem.

Outra mídia em que este recurso é bastante usado são os desenhos animados, especialmente aqueles que abusam do nonsense como os Looney Tunes:

Agora, para exaltar mais um pouco a genialidade do McCay, imaginem o quão raro devia ser o uso disto em quadrinhos em 1907. Claro que falo aqui sem conhecimento de causa, não li outros quadrinhos da época, mas imagino que seja algo de fato completamente inovador e talvez até mesmo a primeiríssima ocorrência disto em uma HQ.

O Menino Nemo na Terra dos Sonhos #111: O Grande Banquete

Little Nemo in Slumberland, criado por Winsor McCay; Tira publicada originalmente no dia 24 de novembro de 1907 no New York Herald. Clique na imagem para visualizar no issuu.

Esta parece ser a primeira tira em que o Nemo aparece em um cômodo diferente de sua casa fora de seu sonho.

É interessante o uso que o McCay faz do cenário nos primeiros dois quadros. Eles são na verdade um quadro contínuo dividido em dois tempos (note que as colunas e a piscina do primeiro quadro continuam no segundo). Esta disposição de quadros se mantém pelos quatro quadrinhos seguites à medida que os personagens se locomovem pelos cenários (os quadros se separam no meio das colunas do corredor).

Este é um recurso bastante comum hoje em dia em quadrinhos, mas muitas vezes mal aproveitado.

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